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João Bernardo

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ProtonVPN instala servidores VPN em Portugal

ProtonVPN Portugal.jpg

 

Os utilizadores do ProtonVPN, um serviço de Virtual Private Network lançado pela mesma equipa do ProtonMail têm a partir de hoje disponíveis servidores em Portugal, elevando assim para 30 os países espalhados pelo Mundo onde é possível aceder de uma forma segura e privada à Internet, especialmente útil em redes WiFi abertas/públicas.

 

Tendo o serviço tido um crescimento significativo nos últimos tempos e no seguimento de um inquérito feito aos utilizadores em que países gostariam de ter servidores, Portugal ficou em 14º lugar, assim a partir de agora estão disponíveis 4 servidores em terras lusas, mais propriamente em Lisboa: PT#1 para os utilizadores com planos Basic e os PT#2-4 para os planos Plus e Visionary.

 

Está disponível para várias plataformas incluindo Android, iOS, Linux, macOS e Windows, sendo a configuração muito fácil e permitindo assim a qualquer pessoa um nível de segurança muito maior em várias situações. Para quem ainda não conhece o ProtonVPN está ainda a decorrer a promoção da Cyber Monday com 33% de desconto onde é possível aderir ao plano Basic por €79 durante 2 anos e ao plano Plus por €159 também por 2 anos.

 

Portugal is the 30th country to join the ProtonVPN network! ]

 

Wi-Fi Alliance apresenta Wi-Fi 6 (a.k.a. 802.11ax)

Wi-Fi_4_high-res.png Wi-Fi_5_high-res.png Wi-Fi_6_high-res.png

 

A Wi-Fi Alliance anunciou uma nova designação para o próximo protocolo a utilizar nas redes wireless, até agora a identificação era feita pela especificação IEEE 802.11 seguida da identificação do protocolo, sendo os mais conhecidos o 802.11g introduzido em 2003, o 802.11n em 2009 e o 802.11ac em 2013.

 

Assim e para facilitar a identificação do protocolo utilizado será apenas utilizada a designação WiFi 6 para a próxima geração, até agora identificada por 802.11ax, desta forma qualquer utilizador, mesmo os menos informados em tecnologia poderão identificar mais facilmente o suporte dos seus equipamentos às redes Wi-Fi e assim saber se conseguirão mais velocidade e ou alcance consoante a versão.

 

A versão WiFi 6 têm a sua razão de ser e corresponde à evolução desde o início dos protocolos utilizados nas redes wireless, sendo que as gerações anteriores podem também adoptar idênticas designações: WiFi 5 para equipamentos que suportem a tecnologia 802.11ac e WiFi 4 para os 802.11n.

 

O novo WiFi 6 como em qualquer iteração trará melhorias nas redes sem fios de forma a garantir mais velocidade e optimizações à sua utilização, o destaque vai para o Orthogonal Frequency Division Multiple Access (OFDMA) em vez do Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM) utilizado nas gerações anteriores, que vai permitir subdividir o canal de WiFi em frequências mais pequenas e permitir transferir em paralelo para múltiplos utilizadores em simultâneo.

 

Na modulação do sinal vão também existir melhorias com o WiFi 6 a suportar o 1024 Quadrature Amplitude Modulation (1024-QAM) em comparação com o WiFi 5 que suporta apenas até 256-QAM, isto permitirá aumentar as velocidades de navegação pelo menos a curta distância.

 

Os equipamentos com esta nova norma devem começar a chegar ao mercado já no próximo ano, altura em que se deverá começar também a ver as novas designações do wireless quer para novos equipamentos quer para os que suportem WiFi 4 ou WiFi 5.

 

Wi-Fi_Generations.png

Generational_Wi-Fi.png

 

Wi-Fi Alliance® introduces Wi-Fi 6 ]

 

Cloudflare apresenta DNS 1.1.1.1

1.1.1.1.gif

 

O DNS (Domain Name System) é um dos sistemas fundamentais de uma rede informática e da Internet pois permite converter os domínos facilmente conhecidos pelos utilizadores (por exemplo wikipedia.org) em endereços IP (neste exemplo IPv4 91.198.174.192 e IPv6 2620:0:862:ed1a::1) onde a informação se encontra alojada, tornando assim a navegação mais natural e simples uma vez que os endereços podem mudar mas o domínio manter-se-á o mesmo.

 

Normalmente e se o utilizador não fizer nenhuma alteração este serviço é fornecido pelo ISP (Internet Service Provider) que fornece a ligação à Internet, mas nem sempre lhe dá a devida atenção nomeadamente no que à segurança e privacidade dizem respeito, sendo o DNS um ponto crítico na rede é aconselhável utilizar um que seja de confiança e tenha boa performance existindo várias alternativas disponíveis.

 

Assim a Cloudflare em parceria com a APNIC lançaram um serviço de DNS com o IPv4 1.1.1.1, fácil de memorizar e com garantia de segurança e privacidade auditadas pela KPMG, características fundamentais na Internet actual, a Cloudflare gere uma das maiores redes de comunicações mundiais com data centers por todo o Mundo incluindo Lisboa e a APNIC é a entidade responsável pelo endereçamento IP na região da Ásia e Pacífico que detém e endereço 1.1.1.1.

 

Com este novo serviço de DNS os utilizadores têm mais uma alternativa segura e fiável aos pedidos que fazem quando navegam na Internet, enviam um e-mail ou utilizam qualquer aplicação num smartphone ou tablet, uma vez que suporta o DNS over HTTPS (DoH), enviando e recebendo os dados por um canal seguro tal como acontece quando o utilizador acede a uma página web via HTTPS, garantindo segurança e privacidade.

 

A configuração é relativamente simples e pode ser feita nos mais variados equipamentos, com sistema operativo Android, iOS, Linux, MacOS e Windows, idealmente e se possível pode ser configurado no router e assim todos os equipamentos lá ligados por cabo ou Wi-Fi podem tirar partido de um DNS mais rápido e seguro, os endereços:

 

  • IPv4: 1.1.1.1 e 1.0.0.1
  • IPv6: 2606:4700:4700::1111 e 2606:4700:4700::1001

 

É um serviço que aconselho e para utilizadores em Portugal tendo a Cloudflare um ponto de presença em Lisboa e interligação no GigaPIX com vários operadores é uma óptima solução garantindo rapidez e segurança nos pedidos de DNS, qualquer dúvida basta utilizar os comentários... :-)

 

1.1.1.1 - the Internet's Fastest, Privacy-First DNS Resolver ]

 

Google Duo vai permitir enviar mensagens de voz e vídeo

 

O Google Duo vai muito em breve permitir o envio de mensagens de voz ou vídeo para os contactos que estejam indisponíveis no momento da chamada, assim enquanto o sinal de chamada vai tocando irá aparecer uma opção para enviar uma mensagem de voz ou vídeo, consoante o tipo de chamada que esteja a ser feita, se o contacto não responder a gravação começa automaticamente ao fim de 1 minuto, as mensagens podem ter uma duração máxima de 30 segundos.

 

Após escolher a opção pretendida ou ao fim de 1 minuto a chamar o utilizador terá um contador de 3 segundos até que a mensagem comece a ser gravada, podendo ser parada a qualquer momento ou assim que chegue ao meio minuto de duração, antes de a enviar é possível ver a gravação e se necessário fazer uma nova. 

 

Do lado de que recebe a chamada, a gravação aparecerá no contacto que a fez e ficará disponível por 24 horas depois de ter sido vista, podendo ser gravada localmente no smartphone ou tablet ou ainda guardada nalgum serviço de alojamento online como o Google Drive ou o Dropbox por exemplo.

 

Esta nova opção está já a ser disponibilizada para todos os utilizadores do Google Duo em sistemas Android e iOS e deverá chegar com um update da aplicação nos próximos dias.

 

Miss a call—but not the moment—with video messages on Google Duo ]

 

Aumentar a segurança nos pedidos ao DNS com o DNSCrypt 2

DNSCrypt.png

 

Já tinha falado aqui no blog há uns anos no DNSCrypt, neste post de 2012, a especificação foi criada para dar mais segurança e privacidade aos pedidos feitos ao DNS (Domain Name System) que de outra forma poderiam ser interceptados ou pior, ser modificados sem que o utilizador final tivesse garantias da resposta obtida, com o DNSCrypt o tráfego é cifrado entre o servidor de DNS e o equipamento do utilizador.

 

A especificação foi inicialmente desenvolvida pela OpenDNS que a disponibilizou abertamente, contudo a empresa foi comprada pela Cisco em 2015 e desde então a evolução do DNSCrypt estava praticamente parada, felizmente houve programadores que pegaram no código disponibilizado e lançaram a versão 2 deste protocolo, disponível no GitHub em github.com/DNSCrypt.

 

A par desta actualização foi também disponibilizada a versão 2 do DNSCrypt Proxy, disponível em github.com/jedisct1/dnscrypt-proxy que permite utilizar o DNSCrypt v2 e ainda o DNS-over-HTTP/2, sendo que este segundo protocolo envia os pedidos DNS por HTTPS, o proxy está disponível para download e funciona em vários sistemas operativos incluindo BSD, Linux, Mac OS X e Windows.

 

A instalação e configuração são bastante simples e em poucos minutos qualquer utilizador mesmo sem grandes conhecimentos técnicos poderá incrementar significativamente a sua segurança ao utilizar a Internet, o proxy permite guardar logs dos pedidos de DNS, bloquear endereços ou IPs directamente havendo várias blacklists disponíveis, manter uma cache local para um acesso mais rápido aos endereços mais frequentemente utilizados, e fazer load balancing a uma lista de servidores DNS escolhidos pelo utilizador para obter os melhores resultados e não estar dependente apenas de um servidor.

 

No GitHub do DNSCrypt Proxy na tab "Wiki" está disponível toda a informação para instalar e configurar o proxy, mas resumindo o processo, depois de fazer o download e guardar os ficheiros é necessário editar um ficheiro de configuração que deverá ter o nome dnscrypt-proxy.toml, existe um ficheiro de exemplo bem comentado que explica cada opção, as principais são definir os servidores de DNS a serem utilizados, um endereço local, normalmente o 127.0.0.1:53, se e onde são guardados os vários logs, definir os parâmetros de cache e as listas de bloqueio.

 

Guardando as configurações no ficheiro mencionado basta correr a aplicação dnscrypt-proxy e está quase a funcionar, o último passo passa por alterar o servidor de DNS no computador definindo-o para 127.0.0.1 em vez do habitual automático ou do ISP, a partir daí todo o tráfego DNS passará a estar mais protegido entre o servidor e o utilizador, uma última nota, para ter o proxy a arrancar no boot do computador basta registar como um serviço, em Linux basta correr o comando ./dnscrypt-proxy -service install e em Windows executar o ficheiro server-install.bat.

 

Boa navegação agora em segurança pela Internet!

 

Mozilla apresenta o Firefox 57 “Quantum”

Logo Firefox Quantum.png

 

A Mozilla acaba de apresentar a mais recente versão do seu web browser Firefox, a versão 57 "Quantum" que marca um ponto de viragem na história do Firefox permitindo-lhe assim afirmar-se como uma opção de excelência face à grande concorrência do Google Chrome.

 

A nova e esperada versão traz muitas novidades e alterações que vêm dar uma nova dinâmica ao Firefox como web browser, uma das novidades é uma nova interface e um logótipo mais moderno, mas é no seu desempenho que a nova versão Quantum promete cumprir e onde estará a maior diferença em relação a versões anteriores.

 

O consumo de memória foi também reduzido e a velocidade de navegação melhorada para que mesmo com múltiplas tabs e/ou janela abertas o Firefox corra em qualquer ambiente sem se tornar um peso pesado para o sistema operativo, o menu "Library" agrega agora os favoritos, os itens guardados no Pocket, os screenshots e os downloads, tudo no mesmo local para mais facilmente se encontrar sem ter de navegar entre várias opções.

 

Outras das principais alterações é nas extensões, os add-ons do Firefox tal como existiam deixam de funcionar nesta nova versão (aplicações Legacy) dando lugar às Web Extensions que permitem uma melhor integração e segurança na forma como funcionam com o web browser, uma lista das extensões já preparadas pode ser consultada em https://addons.mozilla.org/en-GB/firefox/search/?tag=firefox57.

 

Não desvalorizando o fantástico Google Chrome, o novo Mozilla Firefox é sem dúvida uma excelente opção a ter em conta, pelo que a sua instalação é totalmente recomendada, o download pode ser feito em https://www.mozilla.org/en-GB/firefox/, nada melhor do que experimentar para avaliar o desempenho e capacidade.

 

Introducing the New Firefox: Firefox Quantum ]

Facebook anuncia a construção do seu 10º centro de dados nos EUA

 

O Facebook anunciou a construção de mais um centro de dados próprio, o décimo no seu portefólio e que ficará localizado na cidade de New Albany no estado do Ohio na costa este dos E.U.A.

 

Com um número de utilizadores activos no Facebook a ultrapassar os 2 mil milhões aos quais se juntam cerca de 1,2 mil milhões activos em cada uma das plataformas de messaging, o Facebook Messenger e o WhatsApp e ainda aproximadamente 600 milhões no Instagram não é de admirar a necessidade do Facebook investir nestas infra-estruturas, fundamentais para o processamento e armazenamento de um enorme volume de dados.

 

Mas manter em operação centros de dados 24 horas por dia requer muita energia para os equipamentos informáticos e de climatização, ainda assim o Facebook e tal como já faz com os centros actualmente em operação vai apostar apenas em energia renovável e seguir as normas do Open Compute Project, tendo em vista a uma óptima utilização de recursos para uma máxima eficiência.

 

A abertura do datacenter em New Albany está prevista para 2019, altura em que se juntará aos centros em Altoona, Clonee (na Irlanda), Forest City, Fort Worth, Los Lunas, Luleå (na Suécia), Odense (na Dinamarca), Papillion e Prineville, sendo que novos datacenters poderão ser anunciados até lá...

 

Hello, New Albany! ]

Firefox 54 "The Best Firefox Ever"

Mozilla Firefox RAM Comparison.png

 

A Mozilla acaba de lançar a mais recente versão do seu web browser, o Firefox 54, com algumas novidades interessantes e que promete dar um novo ânimo, algo necessário para fazer frente à concorrência e manter-se como um dos melhores navegadores para a Internet.

 

O Firefox foi o primeiro web browser a fazer frente ao Internet Explorer (IE) numa altura em que este dominava largamente, mas que ultimamente tinha perdido alguma expressão com o aparecimento do bem sucedido Google Chrome e até mesmo do crescimento do Safari da Apple, mas agora a Mozilla com esta nova versão e as seguintes irá introduzir argumentos para ganhar novamente quota num mercado extremamente competitivo.

 

Um dos problemas agora resolvido e que fez com que muitos utilizadores abandonassem a plataforma era o consumo excessivo de memória a par de correr apenas num processo o que o tornava pouco eficiente, bastando uma tab bloquear para que todas as outras fossem afectadas, no limite o próprio browser ficava inutilizado, a partir desta versão 54 o Firefox vai dividir as várias tabs por processos diferentes até um máximo de quatro (projecto "Electrolysis" ou E10S).

 

Ainda segundo a Mozilla o Firefox consome menos RAM que os seus adversário mais directos: Google Chrome e Safari em sistemas Windows, macOS e Linux, para conhecer todas as melhorias e novidades o melhor é consultar as release notes,  outro projecto que está a ser trabalhado e testado e que melhorará a performace é o Quantum que será incluído até ao final do ano no Firefox.

 

Se são utilizadores "fiéis e resistentes" do Firefox está na hora de actualizar para começar a tirar partido das novidades, se utilizam o Chrome ou Safari valerá a pena testar este novo Firefox, quer estejam em ambiente Windows, macOS, Linux e mesmo em Android.

 

E falando de web browsers fica o conselho, actualmente o tracking na navegação web está sempre presente pelo que a utilização de um filtro/bloqueador é fundamental para uma navegação tranquila, segura e sem uma demasiada invasão de privacidade, como por exemplo o AdBlock, o Ghostery, o Privacy Badger ou o uBlock / uBlock Origin.

 

The Best Firefox Ever ]

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